• Isadora Levi

A MODA AGORA É METAVERSO E COLECIONA NFTS


Gucci lança tênis por $9 que só pode ser usado digitalmente. Imagem: internet




Os NFTs, sigla para Tokens não fungíveis, já se tornaram mania no espaço digital. Na moda, muitas marcas já aderiram ao novo movimento e veem nessa tecnologia muitos atrativos para conquistar novos ambientes, interações com seu público e consequentemente mais clientes para suas carteiras.


Mas afinal, o que são os NFTs?


Trazendo de modo bem simplificado, os tokens não fungíveis (NFTs) são um tipo de tecnologia criptografada e controlada por blockchain, representados por obras de arte, desenhos e GIFs. Por serem criações únicas tendem a ser muito valorizadas, tornando-se um ótimo negócio para colecionadores e o mesmo para quem investe no negócio metaverso.


Na moda, sites como The Fabricant e DressX vendem produtos que podem ser usados somente no digital. Estas plataformas exploram o universo tecnológico dos NFTs através de criações capazes de gerar valor de exclusividade e que possam brincar com a imaginação do seu cliente.


Para muitas marcas, essa nova ferramenta já deixou de ser apenas meio de explorar a criatividade, mas também de gerar maiores receitas para seus negócios, como foi possível comprovar no caso dos tênis criados em parceria com a RTFKT, marca de sapatos virtuais, e o cripto-artista Fewocious, esgotados em sete minutos e gerando receita de US$3,1 milhões, cerca de R$ 16 milhões.


Para o mercado de luxo em especial, além de gerar maiores margens de lucro, os NFTs dão aos consumidores desse mercado a chance de usar produtos de alto valor agregado sem correr o risco de danificá-los, desafio já presente no business, comentam os fundadores da Overpriced – outra marca de NFTs de sucesso.


Apesar das inúmeras possibilidades para explorar esse mercado dentro da moda e apresentar novas vias de negócio, os tokens não tangíveis podem se tornar ainda mais caros que os produtos físicos, isso porque mesmo sendo criações para uso digital os mesmos são únicos e ainda mais exclusivos, podendo elevar os preços de formas inimagináveis. Um exemplo disso é o moletom da marca Overpriced, desenvolvido em tecnologia criptografada, no valor de US$ 26 mil, cerca de R$ 147 mil.


E você, encararia viver essa nova experiência? Há quem aposte em um futuro onde a moda será cada vez mais virtual, e eu também acredito nessa tendência. Mas até que ponto todas essas tecnologias estarão, de fato, favorecendo e facilitando o acesso a bens de consumo que hoje existem apenas para uma pequena parcela da população, ou nos dando de fato a liberdade de escolha? Será que esse caminho se tornaria parte de um campo mais sustentável da moda ou só estimularia ainda mais o consumo? Estas são perguntas que já podemos encontrar especulações a respeito, mas só saberemos aonde vamos chegar com o tempo de experiência das muitas ideias que virão por ai.





Autora: Isadora Levi